O X Money transforma a rede social de Elon Musk em uma plataforma de pagamentos, com conta digital, cartão Visa, rendimento e transferências nos Estados Unidos
A rede social X lançou nesta segunda-feira (27) o X Money, serviço financeiro que reúne conta digital, carteira virtual, transferências entre usuários e cartão de débito Visa.
Nesta primeira etapa, a novidade será oferecida apenas nos Estados Unidos para clientes dos planos Premium e Premium+. A liberação ocorrerá de forma gradual.
O lançamento amplia o projeto de Elon Musk de transformar o X em um “superapp”, com serviços de comunicação, vídeos, transmissões ao vivo e recursos financeiros em um só lugar, conforme informações divulgadas pela empresa.
Como funciona o X Money
O X Money permitirá fazer transferências instantâneas entre usuários da plataforma sem cobrança de taxas. A conta também poderá ser usada para receber salário por depósito direto.
Entre os recursos anunciados estão saques em caixas eletrônicos, emissão de cheques eletrônicos e transferências bancárias. O usuário também poderá adicionar o cartão virtual ao Apple Pay e a outras carteiras digitais compatíveis.
Para acessar o serviço, será necessário ter pelo menos 18 anos, morar nos Estados Unidos, manter uma conta ativa no X e passar por um processo de verificação de identidade.
A empresa informou que os assinantes serão avisados quando o X Money estiver disponível em suas contas. A ativação, portanto, não ocorrerá ao mesmo tempo para todos os usuários elegíveis.
Rendimento pode chegar a 6% ao ano
De acordo com a companhia, o saldo mantido na conta poderá render até 6% ao ano, em uma taxa apresentada no formato APY, sigla usada nos Estados Unidos para indicar o rendimento anual efetivo.
O rendimento máximo será aplicado automaticamente aos assinantes Premium+. Já os clientes Premium precisarão cumprir requisitos, como receber depósitos diretos qualificados.
O cartão X também oferecerá 3% de cashback em compras elegíveis. O benefício devolve parte do valor gasto ao cliente, embora a empresa não tenha detalhado, nas informações divulgadas, todas as condições para cada compra.
Outro atrativo anunciado é a antecipação de até dois dias no recebimento de salários por depósito direto. O serviço também promete reembolsar tarifas cobradas por caixas eletrônicos, inclusive em saques internacionais.
Recursos ficarão depositados em banco parceiro
O X Money não será um banco. Segundo a empresa, o dinheiro dos usuários ficará depositado no Cross River Bank, instituição americana participante do sistema de garantia de depósitos dos Estados Unidos.
A companhia afirma ainda que os recursos poderão ter cobertura de até US$ 10 milhões, o equivalente a R$ 55,6 milhões. Isso seria possível porque o saldo será distribuído automaticamente entre diferentes bancos participantes.
Com essa estrutura, o X pretende ampliar o limite de proteção em relação ao valor normalmente garantido quando o dinheiro está concentrado em uma única instituição financeira.
Apesar das promessas de rendimento, cashback e praticidade, o modelo depende de bancos parceiros para custodiar os recursos. A operação financeira, portanto, não será feita diretamente pelo X como uma instituição bancária tradicional.
Estratégia de Elon Musk ainda não chegou ao Brasil
O sistema de pagamentos digitais do X foi anunciado pela primeira vez em março deste ano. A nova etapa reforça a estratégia de Elon Musk de concentrar diferentes serviços dentro da plataforma.
Em 2023, o bilionário afirmou que, “se envolver dinheiro, estará na nossa plataforma”. A declaração indicava a intenção de transformar a rede social em uma solução mais ampla do que um serviço de mensagens e publicação de conteúdo.
Musk comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões, cerca de R$ 227 bilhões na cotação atual, e rebatizou a plataforma como X.
Desde a aquisição, a empresa passou a investir na integração de mensagens, vídeos, transmissões ao vivo, pagamentos e outros serviços financeiros. O X Money é uma das principais iniciativas desse plano.
Por enquanto, não existe previsão de lançamento do serviço em outros países, incluindo o Brasil. Usuários brasileiros também não foram incluídos na primeira fase de distribuição da conta digital e do cartão Visa.
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